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12 de setembro de 2017

Boicotado por potências, Irã coloca Brasil na mira do comércio internacional

Enquanto os Estados Unidos têm imposto uma série de sanções ao Irã, preocupados com o potencial nuclear do programa de mísseis do país do Oriente Médio, o Brasil caminha em direção oposta, buscando ampliar os laços comerciais com os iranianos, especialmente no agronegócio.

Uma missão brasileira – composta por membros do governo e associações vinculadas ao campo – chegou nesta segunda-feira (11) a Teerã, capital iraniana, de acordo com informações do Ministério da Agricultura (Mapa). A agenda, que segue até quarta-feira (13), inclui reuniões bilaterais com o vice-ministro da Indústria, Minas e Comércio e presidente da Organização de Promoção do Comércio do Irã, Mojtaba Khosrowtaj; o vice-ministro de Agricultura e membro da Jihad Esteghlal Company, Arzhang Javadi.

O secretário executivo Mapa, Eumar Novacki, que chefia a missão, ainda fará uma rodada de negócios com a participação de representantes brasileiros do setor de carne, soja, milho, biodiesel e etanol, açúcar e pescados. Eles apresentarão a potenciais compradores e investidores seus portfólios de produtos e projetos para a captação de investimentos.

Segundo o ministério da Agricultura, a Câmara de Comércio Brasil-Irã organizou visitas técnicas nos setores de carne, grãos e castanhas; a Associação Brasileira das Indústrias Exportadores de Carne (Abiec), que participa da comitiva, promoverá um churrasco a convidados iranianos.

TOP 5 Importações iranianas

Entre os cinco produtos vindos do Brasil e importados pelo Irã em 2016, de acordo com o valor em dólares, cinco são do agronegócio. O país do Oriente Médio é o quarto maior cliente do comércio agropecuário brasileiro, com compras totais em torno de US$ 2,2 bilhões no ano passado. De janeiro a agosto deste ano, as importações somaram US$ 1,8 bilhão.

Confira a lista detalhada de 2016:

1º Milho: US$ 796 milhões / 4,8 milhões de toneladas

2º Soja: US$ 467,9 milhões / 1,2 milhão de toneladas

3º Carne bovina: US$ 374,3 milhões / 96,2 mil toneladas

4º Farelo de soja: US$ 235,3 milhões / 708,9 mil toneladas

5º Açúcar: US$ 205,3 milhões / 549 mil toneladas