Cerca de 14 milhões de bovinos são vacinados no Estado

A imunização foi realizada em novembro com foco em animais de zero a 24 meses
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A segunda etapa da vacinação contra febre aftosa contemplou 99,76% do rebanho de zero a 24 meses, além de todo o rebanho da região do Baixo Pantanal mato-grossense. O Instituto de Defesa Agropecuária de Mato Grosso (Indea-MT) anunciou a vacinação de 13.957.559 animais em novembro do último ano, 1,7 milhão a mais do total vacinado durante a mesma campanha de 2016. A Associação do Criadores de Mato Grosso (Acrimat) é parceira no processo de imunização do rebanho bovino do estado.

O maior volume indica um aumento real de aproximadamente 1 milhão de animais, visto que cerca de 700 mil animais são do Baixo Pantanal e possuem mais do que 24 meses, e em 2016 não integrava esta etapa da imunização. Ano passado, com a inversão do calendário, o rebanho total passou a ser vacinado em maio e os animais com idades de zero a 24 meses em novembro juntamente com todo o rebanho do Baixo Pantanal.

O presidente do Indea-MT, Guilherme Nolasco, explica que este crescimento no rebanho deverá ser confirmado na próxima etapa, em maio, quando todos os animais recebem a dose e os proprietário comunicam ao órgão. Sobre o elevado índice de vacinação, o presidente destaca o trabalho em conjunto realizado pelos produtores e entidades representativas com o Indea.

“Agradecemos a todos os parceiros pela mobilização dos pecuaristas para conseguirmos manter a taxa acima dos 99%. O Indea está presente em todos os municípios do Estado e acompanha toda a campanha para garantir a sanidade do rebanho”.

O diretor-técnico da Acrimat, Francisco Manzi, explica que os produtores mantêm o compromisso com a vacinação em dia, o que faz com o estado esteja há 22 anos sem nenhum registro da doença. “A Acrimat acompanha todo o processo para a retirada da vacina para que seja realizado de forma eficiente e que não onere ainda mais o setor produtivo”.

De acordo com o Plano Nacional de Erradicação da Febre Aftosa (PNEFA), Mato Grosso deve iniciar o processo de retirada da vacina em 2019 e a conclusão está prevista para 2021. Com isso, o país poderá adquirir o status de livre de aftosa sem vacinação e ampliar a venda para alguns mercados, como Japão, que exigem esta certificação.